Manutenções anuais do sistema elétrico devem ser encaradas como investimento

Por motivos culturais, empresas ignoram e correm o risco de ter prejuízos incalculáveis

O transformador é o coração de um sistema elétrico. E por ser essencial, deve ser olhado com carinho pelas empresas. Do mesmo modo, todo o conjunto. Com 43 anos de experiência em manutenção de subestações de média e Alta Tensão e 66 de idade, o engenheiro eletricista Oscar José Graf, recomenda uma mudança cultural que altere o paradigma da manutenção em muitas empresas. Manutenções preventivas e preditivas com periodicidades anuais devem ser implementadas e tratadas como investimento no ativo e não como despesa.

A cultura empresarial no que tange à manutenção das instalações elétricas, em sua maioria, limita-se apenas a limpeza dos transformadores e das subestações. Ignoram as manutenções preditivas e preventivas. O engenheiro Oscar Graf enfatiza que a vida útil de um transformador bem cuidado e com um programa de manutenções adequado pode alcançar de 20 a 50 anos. Caso contrário, pode reduzir a vida útil e resultar em prejuízos incalculáveis.

Outra vantagem: ao adotar e executar um programa de manutenções preditivas e preventivas em subestações, o empresário ganha poder de barganha para descontos na hora de renovar o seguro da empresa.

Sobre a manutenção preditiva

Na manutenção preditiva de transformadores, os profissionais realizam a coleta de uma amostra do óleo do equipamento e encaminham ao laboratório para análise. “A finalidade é detectar possíveis falhas de maneira precoce e agir antes que estas ocorram (queima do transformador)”, explica o engenheiro Oscar Graf. No transformador também há os serviços preventivos de inspeção e ensaios elétricos.

Outra técnica de manutenção preditiva em equipamentos e instalações elétricas é a termovisão, onde se inspeciona todas as conexões elétricas, principalmente as de baixa tensão (quadros de força na tensão de 220/380 volts), evitando assim falhas em conexões.

Manutenções preventivas

No programa de manutenção preventiva de Subestações, são inspecionados e ensaiados os cabos isolados com classe de tensão de 13,8 a 25 kV (alta tensão), bem como equipamentos em Alta Tensão: para-raios, transformadores de corrente (função proteção) e os disjuntores. A Celesc, por sua vez, tem a responsabilidade de fazer o preventivo no transformador de corrente e no potencial de medição.

Quem é Oscar José Graf

Em 1983, Oscar José Graf formou-se como engenheiro eletricista pela UFSC. No ano de 1986 foi admitido pela Celesc, junto a Agência Regional de Blumenau. Durante 26 anos, atuou como Supervisor de Manutenção de Subestações e Linhas de Transmissão do Vale do Itajaí na Regional de Blumenau da Celesc Distribuição. Foi ainda instrutor, ministrando cursos de NR10, com participação ativa nas ações de adequação desta norma. Em 2009 concluiu a especialização em engenharia de segurança no trabalho na Furb. Cinco anos depois, formou-se me em direito na mesma universidade.

Ao se aposentar na concessionária de energia de Santa Catarina, decidiu empreender. Ao lado que outros colegas de empresa, igualmente aposentados, criou a empresa GBL Serviços, no ano de 2003.

A empresa ingressou efetivamente no mercado em 2013, atendendo clientes nos setores metal mecânico, têxtil, cimentício, concessionárias de energia elétrica e shopping.

Oscar Graf não pretende parar tão cedo. Sua meta de vida é alcançar 50 anos como engenheiro ativo.

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